segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Tudo de ruim

Quando se tem grana todo mundo vem até você pedindo isso e aquilo, te convidando pra isso e aquilo, mas é claro, só te convidam porque é você quem vai bancar. Aí todos te tratam bem e sua Cia é fundamental. Mas não passa disso, não querem te ouvir, não se importam se você tem cartão de crédito ou dinheiro vivo, mas é você quem paga.

Alguma acontece e você perde o emprego, a rescisão acaba, o seguro desemprego também e você se sem nenhum dinheiro, nada, zero na carteira. Todos desaparecem, e você começa a correr atrás de um emprego, qualquer coisa que seja está bom para quem não tem recursos para necessidades básicas. Outro dia passou uma matéria na TV de quatro crianças que dividiam a mesma escova de dentes. Parece absurdo uma coisa o e compartilhado. Mas imagine se você não tivesse mais como comprar, se todas as portas estivessem fechadas para você? Você teria dinheiro para compra escovas de dentes? Acho que não.

Existe uma jornalista que ficou um ano inteiro sem comprar nenhuma peça de roupa ou sapatos, porque se viu com inúmeras peças no armário com etiquetas ainda. Comprava por compulsão, então adotou a ideia de se abster por um ano e usar de modo criativo todas as peças, criando combinações criativas e usáveis para cada dia. Agora imagine se você ficasse sem poder comprar qualquer peça de roupa ou sapato porque não tem dinheiro? E ao contrário dela, você não tivesse tantas roupas assim e as poucas que tem ficassem puídas de tanto serem usadas e lavadas? O que você faria? As calcinhas. Quem é mulher sabe que as calcinhas têm tempo de validade, elas não duram para sempre, ficam desbotadas, manchadas e sem elásticos. Algumas ficam com pequenos furos de tanto serem lavadas. Por acaso você já parou para pensar nessas coisas?

Imagine um pouco mais, e se seu shampoo e condicionador acabassem? Com o que você lavaria seus cabelos? Cortaria careca? É uma opção. E o desodorante? Nossa, esse acho que é o pior deles. Não dá pra ficar sem.

Tudo bem que você pensou no motivo dessa pessoa ficar sem essas coisas básicas, porque ela não arruma um emprego ou faz faxina? Entregar panfletos na rua também é uma opção, porque não? E se todas essas opções não fossem possíveis, porque simplesmente quando você diz que fará isso para alguém, a pessoa pensa que você esta bincando, zuando até. Não te dão credito, e você acaba ficando meio sem graça e ri de volta assumindo que era brincadeira. Mas ou é você se sujeitar a isso ou ficar na situação pior relatada.

Bom, vamos colocar mais informações nessa história meio parecida com o conto de fadas da cinderela, mas sem príncipes e fadas. Imagine que você tem um quarto com a janela voltada para o terreno do vizinho e esse vizinho resolve construir a casa colada na sua janela e você fique com o quarto escuro. Sim, extremamente escuro, sem a opção de saber se é dia ou noite. Um breu. Vamos dizer também que sua família resolve pintar a casa toda e só o seu quarto escuro fica sem tinta nova. As paredes continuam mofadas e cheias de traças. Situação nada agradável.

Suponha que você tenha uma irmã que é separada e vai morar na sua casa com as duas filhas e fica com o quarto que era pra ser seu, mas você nunca ficou com este quarto. Que tem um armário com tantas roupas, quanto a moça citada acima, e com sapatos que nunca usou. Um dia ela doa algumas coisas e você sequer pode pegar pra você. Imagine que sua mãe te negue um presente necessário de natal ou um desodorante na compra semanal do mercado. São coisas meio sem sentidos, não acha?

E aquelas pessoas que sempre te convidavam para sair? Por onde andam? Por que não falam mais com você? E o cara com quem você costuma sair, o que aconteceu com ele que não liga mais? E se outra pessoa insiste em te foder postando suas intimidades na internet? O que ela ganha com isso? Satisfação de que? E se essa pessoa fosse alguém que te beijava, alguém que dizia que você não estava mais sozinha e depois ainda sim te faz o mal, te deseja o mal e fala coisas que são inverdades de você, apenas por suposição, sem ao menos querer saber o motivo porque casa coisa aconteceu? Você ate se revolta, mas percebe que não adianta muita coisa, nada vai mudar apenas o que acontece sempre desde que o mundo é mundo, todo mundo que faz o mau recebe o mau mais cedo do que pode imaginar. Sempre foi assim, sempre será.

Se você não se mudar com essas situações, se você não parar para pensar no sentido disso tudo, no descaso que as pessoas fazem de você, no real motivo por isso estar acontecendo, você não é um ser humano.


Inúmeras lições são aprendidas a cada minuto que se respira, mas as pessoas não percebem isso. 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Novo dracula

LONDRES (AP) Monstros sensuais são uma especialidade de Konathan Rhys Meyers. Em The Tudors, o ator irlandês interpretou o rei Henrique VIII, um déspota atraente que executava esposas e inimigos na Inglaterra do século XVI.

Agora Rhys Meyers está de volta na nova série Drácula, da NBC, na qual vive o famosa vampiro criado por Bram Stoker. Apesar de ser mais uma grande produção, o ator hesitou quando lhe ofereceram o papel. Ele queria tentar algo mais normal.

Eu esperava interpretar um policial genérico ou algo assim, com uma esposa advogada, disse.

É fácil entender porque os produtores de Drácula escolheram o ator de 36 anos para o papel. Mesmo vestido com jeans, jaqueta e botas, ele é uma presença marcante, com seu olhar penetrante. Os vampiros modernos, ele reconhece enquanto come um sanduíche perto de sua casa em Londres, são uma combinação irresistível do repulsivo e do atraente.

Se todos os vampiros em todos os filmes tivessem sido feitos como Klaus Kinski em Nosferatu, ninguém se interessaria pelo tema, afirma. Assim que eles fizeram os vampiros com boa aparência, aí sim.

Em Drácula, o imortal conde romeno se disfarça de Alexander Grayson, um impertinente industrial americano que surge na alta sociedade de Londres em 1895, buscando vingança de uma ordem secreta chamada Ordem do Dragão. Os planos cuidadosamente preparados são ameaçados quando ele encontra Mina, uma estudante de medicina que lembra sua esposa perdida séculos antes.

Apesar de suas dúvidas iniciais, Rhys Meyers está entusiasmado com o programa, do qual também é um produtor. Ele diz que exigiu que seu Drácula não tivesse morcegos, teias de aranha e sotaque da Transilvânia.

Eu queria que ele parecesse mais um Howard Hughes ou um Cidadão Kane do que o Drrrrrácula, brinca, forçando o r no estilo Bela Lugosi. Disse que de jeito nenhum eu faria uma Drrrácula, ficaria parecendo um vilão ruim de filme do James Bond.

Mas os fãs de filmes de terror não precisam se preocupar, há sangue de sobra. Drácula se alimenta com luxúria e só morde mulheres. Os homens são despachados com uma espada.

Eu não queria muitas cenas dele mordendo o pescoço das pessoas, explica Rhys Meyers. Isso fica tedioso. Nada de morcegos, nada de alho. Fiquei hesitante até mesmo em relação aos crucifixos.

Em vez de enfatizar o sobrenatural, a série conjura um mundo muito material de barões do petróleo, desigualdade social e rápidos avanços na tecnologia. A visão vitoriana de Londres filmada em Budapeste tem um clima industrial, steam-punk.

Nós queríamos fazer algo diferente, que levasse para aquela época um pouco de nossas lutas atuais: política, dinheiro, petróleo, diz o ator. Não queria fazer um drama de época que fosse datado.

Rhys Meyers começou a atuar aos 15 anos, quando foi expulso da escola, e se tornou conhecido após interpretar um carismático roqueiro em Velvet goldmine, de 1998. Teve grandes papéis foi indicado ao Emmy em 2005 pela minissérie Elvis , mas também já lutou contra o álcool, passou por reabilitação e foi parar no noticiário por causa de brigas em aeroportos.

A série The Tudors lhe rendeu milhões de fãs, mas ele é sincero quanto ao lado superficial do programa principalmente a grande diferença entre o ator esbelto e o monarca corpulento.

Nas duas primeiras temporadas, não me importei. A partir da terceira e da quarta foi ficando mais difícil, pois eu não conseguiria ganhar o peso necessário nem se comece 150 milhões de pratos de massa por semana, relembra. Eu tinha 32 anos enquanto interpretava ele com 54. Então era um pouco difícil... Eu teria aceitado sem problemas abrir mão do personagem para um ator mais velho.

Na nova série, os inimigos de Drácula são capitalistas cruéis do império britânico. Os espectadores podem se perguntar se o vampiro, um estrangeiro que chega para corrigir antigas injustiças, é o verdadeiro herói. Não é, diz Rhys Meyers. Ele é um monstro amaldiçoado.

Ele precisa perder. Isso é o que mais me atrai. Ele é um monstro no pior lugar possível um mundo de humanos. E nós sabemos do que os homens são capazes.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Caramujos em aquários

Caramujos nos aquários: Invasores ou aliados?
Aquários (dulcícolas ou marinhos) são sistemas que consideramos “fechados”, quer dizer, possuem um ciclo que independe do ambiente externo, nos aquários se o dia esta nublado, ou frio, pouco importa (do ponto de vista do ciclo) pois não interferem diretamente no aquário. Mas como tudo na vida, o aquário necessita de um equilíbrio este ciclo deve se sustentar por si só durante um período (e ai depende do tipo de aquarismo: Plantado, Fish Only, Marinho, auto-ciclante etc), por exemplo até a próxima TPA ou até a troca do material filtrante, e também deve ter a capacidade de se recuperar e restaurar o equilíbrio depois destas intervenções.

Mas ai a pergunta deve ser: “Que diabos isso tem a ver com caramujos ?”, a resposta é TUDO ! Pois como um ciclo biológico/ecológico cada ser vivo desempenha um papel em uma cadeia, isto é fato, animais predam outros animais, outros se alimentam de plantas e outros se alimentam de escrementos e assim por diante, e dentro do nossos aquários o “Drama da Vida” ocorre, existe não só entre os peixes, que atacam filhotes e os devoram, mas na chamada microfauna que habita este mundo, pequenos crustáceos, vermes, plancton, fito plancton e nossos queridos ou odiados caramujos ! Sim eles fazem parte desta fauna ! Se alimentando de outros animais, restos de plantas, algas, excesso de comida e quando morrem servindo de alimento para os outros membros da microfauna do aquário gerando um “círculo virtuoso” que mantém este sistema equilibrado!

Mas de onde eles aparecem ???

Sempre vemos em fóruns ou ouvimos nos encontros ou conversas a frase: “Apareceram uns caramujos no meu aquário que eu montei ontem !!! Como isso ?” Simples: Vieram no cascalho ou nas plantas que você adquiriu ou ganhou de uma poda de um amigo, vieram naquela pedra lindona que estava seca da sua última montagem, vieram no saquinho de transporte dos peixes, cairam do céu, não brincadeira, mas só faltava ! Uma verdadeira máquina de viver !
  
Caramujos são seres que aguentam qualquer parada, (a menos se ele custar caro, tiver apenas um na loja e você esta louco para que ele procrie, ai ele morre em segundos ! Murphy aplicado a moluscos caros!), eles vivem em ambientes com pouco oxigênio, amônia alta, nitritos, pouca água, sobrevivem até sem fazer aclimatação, enfim uma desgraceira de água, eles estão lá felizes. Por isto uma vez no nosso aquário fica muito difícil, sem utilizar meios invasivos, erradica-los, mas como veremos no decorrer do artigo, é muito mais inteligente utiliza-los e controla-los do que causar uma ectatombe nuclear no aquário usando produtos e arriscar o equilíbrio delicado do sistema.

Caramujo ou caracol ??

Cientificamente não existe diferença, são todos gastrópodes aquáticos ou não, portanto são sinônimos, porém é comum tratar caramujos como seres aquáticos e caracóis os de vida terrestre, como o que é combinado não é caro, seguiremos chamando nossos amigos de Caramujos, como referência aos molusco aquático.
Algumas informações sobre os caramujos.
Caramujos são moluscos gastrópodes, o termo gastrópode vem do grego gaster (estômago) e poda (pé), estômago-no-pé, e tem cerca de 75.000 espécies e estão entre os seres mais antigos do planeta (e você achou que era o Magro, né?). Uma das suas principais características é a carapaça que serve de abrigo e proteção em formato de espiral, se bem que nem todos os gastrópodes possuem esta carapaça, como é o caso da lesma que tem apenas um resquício desta carapaça. Dentro da concha se encontram as visceras que estão literalmente “torcidas” para pode se acomodar durante o crescimento do animal, o corpo do animal é formado por cabeça, que possui de 2 a 4 tentáculos, pé e...pé e mais pé ! Na verdade esta parte é chamada de pé ventral e é responsável pela locomoção do animal, nos animais aquáticos, a respiração é branquial.

Quase todos os gastrópodes são hemafroditas, quer dizer, possuem os dois sexos, porém para reprodução eles preferem possuir um parceiro para copular, isso se chama fecundação cruzada, algumas espécies, através de uma pequena disputa decide quem será a fêmea e carregará os ovos e outros ambos se fertilizam ao mesmo tempo. Mas quando o mercado esta escasso, eles/elas não passam aperto !!! Partem para produção independente e podem assim se autofertilizar, porém é uma atitude extrema, já que a fecundação cruzada garante que os filhotes terão uma genética variada e mais forte, e portanto mais vantajosa.

Como dito os gêneros e espécies são vários, desde alguns que mal enxergamos (mesmo adultos), às ampulárias que podem ficar do tamanho de uma bola de bilhar! Como diria os antigos, são várias “qualidades”! Vamos aqui falar dos mais comuns que ou “aparecem” no aquário ou que adquirimos em lojas pela sua beleza ou utilidade.
Planorbis:
Planorbis corneus, eles vivem em condições extremas, de pH ácido 6,2 até em pH muito alcalino 8,5. São comuns de serem encontrados e costumam desovar embaixo de folhas de plantas, mas podem colocar ovos em qualquer lugar dentro do aquário. Eles possuem as mais diversas colorações, sendo as mais comuns a marrom, a dourada e a variação albina conhecida como Red Ramshorn. Quando a população fica muito grande e não há algas no aquário eles podem comer as plantas, fazendo buracos nas folhas mais de plantas moles ou folhas mais jovens de plantas duras. São ótimos consumidores de restos de ração, peixes e demais animais mortos, algas como filamentosas, Green spot e outras, não comem cianobactérias e nem algas petecas.

Physas:


As Physas possuem quase as mesmas características dos Planorbis, porém elas  costumam sair do aquário na falta de alimentos, dificilmente atacam as plantas, mas pode acontecer em situações de escassez de alimentos. São extremamente prolíficos podendo gerar descendentes rapidamente, mas seus ovos não possuem casca e são um ótimo alimento para os peixes, o que gera um controle natural.



Ampulárias:

Pomacea bridgesi, a Ampulária é o caramujo mais “famoso” dos aquários do mundo, primeiro pelo seu tamanho, passando facilmente dos 10cm quando adulta, pela sua cor amarela e por sua voracidade por algas. A Ampulária, é hemafrodita, porém prefere um parceiro para reprodução, porém pode gerar ovos mesmo quando é a única no aquário, apesar de raro acontece. Seus ovos são colocados fora da água em um casulo em forma de cacho de uvas, depois os filhotes nascem e caem na água. A Ampulária, prefere algas porém se este alimento faltar ou se ela simplesmente estiver com vontade ira comer as plantas, preferindo as mais moles e menores (carpetes de Cuba ou Glossos podem sofrer)

Neritinas:
Neritina natalensis, Neritina Zebra, é um dos caramujos de aquário mais bonito que temos até então, suas cores são bonitas e vibrantes, são ótimas comedoras de algas as preferindo a não ser que não existam mais outra alternativa que não sejam as plantas. Ela não se reproduz em cativeiro pois os filhotes necessitam de água salobra e com parâmetros certos para crescimento, o que a transforma em uma boa alternativa no aquário, porém existe um inconveniente, elas continuam botando os ovos, que grudam em todos os cantos do aquário deixando vários pontos brancos e que dão um bom trabalho para remover já que não nascem filhotes dele.

Melanóides: 
Melanóides tuberculata, também conhecido como caramujo trombeta, é uma das espécies mais comuns nos aquários, sua carapaça é alongada (por isso “caramujo trombeta) e tem hábitos notívagos. Se alimenta de material em decomposição e algas e tem como característica se enterrar no substrato durante o dia, o que faz dele inconveniente em aquários plantados, já que a camada fértil pode entrar em contato com a água e causar problemas. Sua reprodução se dá através de partenogênese, onde a fêmea é responsável pela fecundação do óvulo sem a necessidade do gameta masculino.

OK ! Mas devo ou não mante-los no aquário ?

  A resposta seria simples e direta, sim! Seria, se fosse simples e direta, mas infelizmente ela é um tanto subjetiva, do ponto de vista meramente ecológico não haveria por que remove-los, porém alguns acham pouco estéticos, outros tem nojo, outros não simpatizam, alguns caramujos até comem plantas. Enfim depende da maneira e de como está equilibrado o aquário. Devemos lembrar que caramujos desempenham papel importante, principalmente onde eles são mais odiados, como em aquários plantados, pois ao ingerir restos e algas, os caramujos reviram o substrato, fazendo com que seus detritos adentrem no substrato, permitindo que as raízes das plantas absorvam os nutrientes desses detritos. Esse efeito porém é indesejável em aquários sem plantas, pois pode ocorrer eutrofização do sistema, o que seria fezes demais e planta de menos para absorver o excesso de nutrientes, e neste caso devemos ter peixes que gostam de um escargot criamos este equilíbrio. Mocinhas, Betta, Paraisos, Colisas e camarões fantasmas são ótimos predadores de caramujo e chegam a extermina-los. Além disso, é interessante fazer um controle manual durante as manutenções do aquário, se não houver predadores no aquário, sugando com um mangueirinha, apenas para que eles não saiam do controle, no caso de caramujos pequenos, como Planorbis, Physas e Melanoides.

Então antes de fazer aquela armadilha para caramujos ou então antes de encher de remédios e venenos, saiba que é muito fácil conviver e controlar do que remover, já que é muito provavel que o aquário se desequilibre e que todo o esforço seja em vão. Lembrem-se que alguns molusquicidas podem matar as bactérias benéficas do nosso aquário e com elas o resto da vida nele. Então EQUILÍBRIO! E assim devemos aprender a conviver com os caramujos ou exterminá-los de uma forma inteligente.

Pomada do vovô Pedro

O surgimento da Pomada Vovô Pedro aconteceu em 1973, quando o médium João Nunes Maia recebeu através de comunicação mediúnica a fórmula deste unguento, ditada pelo espírito do médico Franz Anton Mesmer, que viveu no século XVIII curando muitos enfermos. Segundo a Sociedade Espírita Maria Nunes, a pomada é um produto medicinal contendo propriedades terapêuticas de plantas e produtos naturais, que não apresentam efeitos colaterais. A primeira formulação foi feita por João Nunes Mais em uma velha panela de pressão com 2,5Kgs. Pouco a pouco, o retorno dos enfermos confirma: a Pomada Vovô Pedro alivia e cura muitas enfermidades de pele como, eczemas e ulcerações, feridas, escoriações, inflamações, furúnculos, queimaduras, e, hemorróidas, câncer de variadas modalidades e fecha feridas causadas pela hanseníase.
Desde 1973, a Sociedade Espírita Maria Nunes, fundada por João Nunes, trabalha para que maior número de pessoas tenha acesso aos benefícios da Pomada Vovô Pedro. Atualmente, existem 23 postos de fabricação espalhados por todo o Brasil. Cada posto trabalha em parceria com várias casas irmãs durante a fabricação e distribuição das pomadas.

Como surgiu em Pernambuco?
O surgimento da Pomada Vovô Pedro em Pernambuco, e em especial no Grupo Espírita Seara de Deus, não foi obra do acaso. Mas sim, de forma natural e, ao que tudo indica, através de uma programação em que se utilizou de pessoas e situações existenciais.
Por volta de 1976, um companheiro, que, neste período dedicava-se aos trabalhos no Grupo da Fraternidade Espírita Guillon Domênico, em Olinda-PE, foi acometido de um grave problema de saúde. Um tumor crescia rapidamente em sua perna esquerda, e foi diagnosticado e depois comprovado através de biópsia, como “fascite nodular infiltrativa”. O paciente foi submetido a quatro cirurgias, e se consultou, inclusive com médicos de outros países, entretanto, todos, sem exceção alguma, afirmavam que o problema era insolúvel porque não havia condições de retirar toda a área afetada. Esta doença não o levaria à morte, mas, com toda certeza, ficaria naquele local até a morte. Em outras palavras: “não morre disso, mas morre com isso”.
Em função deste fato, aquele companheiro procurou o médium Francisco Cândido Xavier. As frases proferidas pelo médium, durante o encontro, ficaram gravadas para sempre na memória do companheiro assistido. “O problema é grave, mas não é sem esperança”, afirmou Chico Xavier. “Muitas vezes nós podemos trocar a dor pelo trabalho”, completou o médium. A partir daí, iniciou-se um tratamento indicado por Chico Xavier. 

O tratamento: A pomada era enviada, regularmente, pelos Correios para ser utilizada no local afetado, e logo em seguida, o passe deveria ser aplicado pelo mesmo médium, no mesmo horário. Esta ação deveria ser feita diariamente, num total de 90 passes aplicados. Chico Xavier aconselhou continuar aplicando a pomada por tempo indeterminado.

O resultado: cura total com diagnóstico modificado para fibromatose.

A pomada surgiu no Grupo Espírita Seara de Deus logo após a cura deste companheiro. O médium João Nunes Maia, em uma de suas visitas regulares a Uberaba - MG foi alertado por Chico Xavier: “Nunes, a pomada Vovô Pedro necessita ser levada com urgência para o Nordeste”, disse Chico. Não passaram mais de dez dias, do instante da conversa para o telefonema que os trabalhadores do Seara receberam daqueles da Sociedade Espírita Maria Nunes, de Belo Horizonte, onde trabalhava o Nunes. O Grupo Espírita Seara de Deus e o Grupo da Fraternidade Espírita Guillon Domênico foram convidados para iniciarem este trabalho, ficando definido que o Seara de Deus seria a sede onde se realizaria a tarefa de fabricação.

A fabricação deste ungüento conta com a participação de mais de 80 instituições espíritas de Pernambuco. A distribuição é feita em caráter de inteira gratuidade para, aproximadamente 200 entidades de todo o Estado.  “Devemos confeccionar a pomada como se fôssemos usá-la em Jesus”, esse é o lema de todos os participantes que fabricam a pomada.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Namore uma mulher que sorria

Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que são nas coisas mais simples da vida que estão os momentos mais importantes. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar a não pensar demais, a jogar fora o guarda-chuva, a acabar com a timidez, a conversar mais do que permitido, a tomar banho no rio.
Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar a rir de todas as coisas esquistas da vida e, principalmente, a não ligar para o que os outros pensam. Namore uma mulher que sorria, mesmo sem fazer nenhum som, de uma forma totalmente louca. Você vai ter vontade de abraçá-la. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que ser sério não tá com nada – a seriedade é duvidosa, a alegria é interrogativa.
Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que paixão e satisfação caminham de mãos dadas. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar a ser imprudente, porque, se andar sempre em linha reta, não terá historias para contar. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar a chorar nos filmes bobos e a dormir nos filmes chatos. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que ninguém deve julgar seus defeitos.
Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar, por mais que você esteja sofrendo, que um sorriso sempre alivia um pouco. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que, às vezes, é preciso chorar, porque se você procurar felicidade eterna, não encontrará. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que amor não precisa de papel assinado. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar a não arrumar a casa na segunda-feira, a não sofrer com o fim do domingo.
Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que, às vezes, começar de novo é exatamente o que uma pessoa precisa. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que as mulheres não são frágeis. Elas só querem alguém para sorrir junto.
*Texto originalmente publicado em The Bro Code.

Leitura para as próximas férias: “Todos Nós Adorávamos Caubóis”, da gaúcha Carol Bensimon


todos nós adorávamos caubóis capa
A capa do terceiro romance de Carol Bensimon/ Foto: Divulgação
Se tem uma coisa que a nova literatura, a literatura jovem e promissora faz por seus também jovens leitores é aproximar. Ao mesmo tempo em que escrevo este texto, programado para ser uma resenha de “Todos Nós Adorávamos Caubóis”(Companhia das Letras, 192 páginas, R$ 37 e R$ 26 o e-book), escuto aplaylist que autora, Carol Bensimon, ouviu enquanto escrevia o livro e depois publicou por aí, na vasta, descartável e preciosa internet. É bom entrar na antessala desse seu universo criativo. Ela é decorada em tons de indie, Bruce Springsteen eLed Zeppelin. Melancólicos, mas nunca para baixo.
O mesmo sentimento, o de estar por perto de alguma forma, toma conta em muitos momentos da leitura. Em sua road novel (como um road movie, só que com lombadas de papel), Carol escreve sobre duas amigas mais que amigas, sobre as cidadelas gaúchas, quartos de todo tipo em Paris — mas poderia estar escrevendo sobre uma turma que eu tive uma vez, sobre histórias que ouvi ou que vivi em inferninhos, apartamentos com mobília mínima e cafés nas cercanias da Augusta.
Carol capta muitas sutilezas do nosso mundo e dos nossos costumes — que chocam nossas famílias –, ao mesmo tempo em que conta uma história própria. E nem poderia ser diferente, já que uma história igual, na boca alheia, se torna totalmente nova. Eis o encanto deste terceiro livro da escritora gaúcha: ser totalmente dela e também de seu leitor.
Evidentemente, conto com a possibilidade de alguém com experiências diversas visitar a obra e também adorá-la por sua narrativa perspicaz, sem romance barato (na verdade, o preço do amor ali, entre as duas meninas, é bem alto), o olhar integralmente feminino e o encontro com um Brasil que parece abandonado num museu.
carol bensimon
Carol Bensimon está na lista “Os Melhores Jovens Escritores Brasileiros”, da revista inglesa “Granta”/ Foto: Divulgação

Alunos de Psicologia visitam Museu de Imagens do Inconsciente

Visita aconteceu na última terça-feira, 19, e envolveu os alunos dos primeiros períodos do curso.

Com o objetivo de conhecer a história do tratamento das doenças mentais e da Psicologia no Brasil, estudantes do curso de Psicologia do Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (CES/JF) estiveram no Museu de Imagem do Inconsciente, no Rio de Janeiro. A visita técnica faz parte das atividades da disciplina Seminário I, ministrada pelo professor Paulo Bonfatti.

Inicialmente, em uma etapa preparatória, o docente fez uma série de estudos em sala sobre o Museu e a Dra Nise da Silveira. O que ficou evidenciado foi a importância não só da fundadora Nise da Silveira como também do museu  na história da psicologia mundial. 

Durante a visita os alunos estiveram na exposição sobre Almir Mavignier; conversaram com a psicóloga do museu sobre o local, estudos de casos clínicos e o trabalho de Nise da Silveira; foram ao ateliê onde o trabalho é realizado com os pacientes (clientes); assistiram documentários; conversaram com alguns dos frequentadores e visitaram o acervo de mais de 400 mil obras.

“Acreditamos que com a visita ampliamos profundamente os conhecimentos discutidos teoricamente em sala de aula e destacamos o curso com sua marca diferenciada e comprometida com a formação prática, vivencial e teórica dos alunos”, comenta Paulo Bonfatti.

Confira fotos da visita na fan page CES Juiz de Fora.