terça-feira, 5 de novembro de 2013

Uma questão de educação

Eu nunca sei quando sou útil ou o contrário disso: inútil. Sempre penso que posso auxiliar alguém com algum tipo de conhecimento, uma observação ou até mesmo ajudar de fato com algo que eu sei como fazer e a outra pessoa não. Contudo, hoje me senti um ser desprezível. Eu só queria enfatizar algo que eu já havia dito a essa pessoa de como fazer um projeto de pesquisa acadêmico, visto que a professora o estava fazendo em sua aula. Quando disse à pessoa “você entendeu?”. Ela me respondeu asperamente “eu entendi, você me disse isso três vezes, esta é minha primeira faculdade, eu não tinha obrigação de saber”. Eu ingenuamente fiquei questionando quando foi que eu disse três vezes sendo que eu apenas disse aquilo uma única vez,: naquele momento. Poxa, isso me machucou, me senti realmente inconveniente. Essa pessoa foi rude, áspera, como se eu fosse culpada de seus problemas e seu mau humor, mas serviu-me de lição. Não mais irei passar nada o que eu sei para ninguém de graça, gentilmente ou com algum tipo de intenção de ajudar alguém a ser melhor ou se dar bem em algo. Infelizmente eu percebo que este mundo só funciona em cifras e daqui por diante terão que pagar por meus conselhos, dicas e conhecimento.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Willian James e o Pragmatismo


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William James escreveu sobre todos os aspectos da psicologia humana
William James teve a sua formação aberta a diversas influências. Interessado em várias disciplinas, escreveu sobre todos os aspectos da psicologia humana, do funcionamento cerebral às experiências religiosas. Ensinou psicologia e filosofia na Universidade de Harvard e é considerado o pai do pragmatismo.

Entre 1865 e 1866, aos 23 anos, acompanhou a Expedição Thayer, liderada pelo professor Louis Agassiz. Nos oito meses de estadia no Brasil, passados principalmente no Rio de Janeiro e na Amazônia, James rascunhou cartas a seus familiares e um diário, e produziu desenhos de cenas da expedição, que expressam uma consciência crítica e um distanciamento moral da ideia colonialista que norteava a expedição.

Depois seguiu para a Alemanha e estudou filosofia na Universidade de Berlim, entre 1867 e 1868. No ano seguinte, conseguiu a graduação em medicina em Harvard, tornando-se professor de fisiologia e anatomia a partir de 1873, e depois, de psicologia e filosofia, na mesma universidade.

Também participou da Sociedade Americana para Pesquisas Científicas. Sua primeira grande obra, de 1890, foi "Princípios de Psicologia". Em 1897, escreveu sobre a adoção de uma crença religiosa, em "A Vontade de Crer" e em 1902, "As Variedades da Experiência Religiosa: Estudo sobre a Natureza Humana".

O Pragmatismo constitui uma escola de filosofia estabelecida no final do século XIX, com origem no Metaphysical Club, um grupo de especulação filosófica liderado pelo lógico Charles Sanders Peirce, pelo psicólogo William James e pelo jurista Oliver Wendell Holmes, Jr., congregando em seguida acadêmicos importantes dos Estados Unidos.
Segundo essa doutrina metafísica, o sentido de uma ideia corresponde ao conjunto dos seus desdobramentos práticos.
O primeiro registro do termo pragmatismo ocorreu em 1898, tendo sido usado por William James. Este creditou a autoria do termo a Charles Sanders Peirce, que o teria criado no início dos anos 1870.
A partir de 1905 Peirce passou a usar o termo pragmaticismo para designar sua filosofia, rejeitando o nome original, pragmatismo, que estaria sendo usado por "jornais literários", de uma maneira que Peirce não aprovava.
A questão que distingue o pragmatismo do pragmaticismo reside principalmente no entendimento dado a esta locução - "desdobramentos práticos". Segundo a máxima pragmática de Peirce, o sentido de todo símbolo ou conceito depende da totalidade das possibilidades de formação de condutas deliberadas a partir da crença na verdade deste conceito ou símbolo. Neste leque, incluem-se desde os efeitos mais prosaicos até as condutas mentais mais remotas. Neste aspecto, porque o pragmatismo daria relevância apenas às evidências empíricas e às práticas mais vantajosas para o sujeito individual, pode ser considerado uma doutrina filosófica menos exigente que o pragmaticismo.
O pragmatismo se aproxima do sentido popular, segundo o qual um sujeito "pragmático" é aquele que tem o hábito mental de reduzir o sentido dos fenômenos à avaliação de seus aspectos úteis, necessários, limitando a especulação aos efeitos práticos, de valor utilitário, do pensamento. Peirce, aliás, justifica a invenção do desajeitado termo "pragmaticismo" justamente como meio de tornar a sua concepção de pragmatismo "feia demais para seus sequestradores", ou seja, para evitar que também este conceito tivesse seu sentido psicologizado. Segundo ele, foi o que, lamentavelmente, aconteceu com o pragmatismo depois que saiu do Metaphysical Club.
Filosofia do Processo (ou Filosofia do Organismo), desenvolvida nos anos 1930 e 1940 por Alfred North Whitehead, mesmo sem contato direto com os Collected Papers peirceanos, mostra-se convergente com a cosmologia do pragmaticismo. Em ambos os casos, o universo é concebido como um agregado emergente de eventos e não mais, como na perspectiva filosófica moderna (inclusive a implícita à filosofia da linguagem iniciada por Wittgenstein), como uma coleção de fatos. Recentemente, esta convergência entre a filosofia do processo e o pragmaticismo foi explorada pelo filósofo neerlandês Guy Debrock. A partir delas, Debrock sintetiza o que ele chama de pragmatismo processual. Também recentemente, o projeto realista do pragmatismo foi reformulado por Richard Rorty.
Nas palavras de William James: "O método pragmatista é, antes de tudo, um método de terminar discussões metafísicas que, de outro modo, seriam intermináveis. O mundo é um ou muitos? Livre ou fadado? Material ou espiritual? Essas noções podem ou não trazer bem para o mundo; e as disputas sobre elas são intermináveis. O método pragmático nesse caso é tentar interpretar cada noção identificando as suas respectivas consequências práticas (...) Se nenhuma diferença prática puder ser identificada, então as alternativas significam praticamente a mesma coisa, e a disputa é inútil.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

MULHERES COM BUNDA GRANDE VIVEM MAIS
































Um salve às Raimundas: elas têm mais chances de demorar muuuuito tempo pra morrer. Elas e todas as outras mulheres com bundas grandes.
Sim, pode confiar. Quem diz é a equipe de pesquisadores da Universidade Oxford. Eles avaliaram uma porção de outros estudos sobre a relação entre a gordura acumulada na parte baixa do corpo(ou seja, bumbum e coxas) e a saúde. E, olha só: segundo a pesquisa, ter bunda e coxas grossas diminui o nível do colesterol ruim e aumenta o nível de colesterol bom, que ajuda a proteger as artérias.
É que a gordura que fica nessa região prende partículas adiposas nocivas – e libera outras saudáveis. Além disso, essa gordura leva mais tempo para ser eliminada. E isso pode parecer ruim para quem quer deixar as pernas mais finas. Mas, na verdade, essa lentidão faz com que o corpo produza uma quantidade menor de citocinas inflamatórias, associadas a doenças cardíacas e diabetes.
Só não funciona se a barriga também estiver com excesso de gordura. Ainda não se sabe exatamente o motivo, mas pessoas barrigudas correm mais risco de morrer por conta de problemas cardíacos.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Armadilha perigosa

Realmente...cada palavra que sai da sua boca assemelha-se a um cavalo. Alguns cavalos são bem treinados, muito bem limpos e tratados. Esses são os cavalos de corrida. Eles têm uma forte e poderosa energia atrelada à sua incrível habilidade. Quando um cavalo de corrida sai do estábulo, o que se espera é que ele traga a seu dono muitas recompensas e preciosos prêmios.  



Existem no entanto outros cavalos que são selvagens, e o fator dominante neles está no perigo sempre iminente dos seus coices. Eles podem ser destrutivos, a ponto de inclusive tirarem a vida de alguém.  


Eis aqui o paralelo: toda vez que você abre a boca, esteja consciente de que você se assemelha a um cavalo que acabou de sair do estábulo. Tenha pois cuidado com as suas palavras, porque elas são como um cavalo bem treinado. Esteja certo de que elas serão frutíferas e atingirão um bom propósito, isso porque – à semelhança de um cavalo selvagem – elas podem trazer muitas dores. Em outras palavras: esteja constantemente alerta ao poder devastador ou abençoador da sua língua! 

Nélio DaSilva

Cavalos de corridas sofrem com as corridas

Corridas de Cavalos e GalgosPDFImprimirE-mail
Escrito por David Cowles-Hamar   
Corridas são um exemplo do abuso humano dos animais meramente por entretenimento, sem se importar com as condições ou necessidades dos animais. O prazer das corridas deriva primariamente das apostas sobre o resultado da corrida.


Enquanto algumas pessoas expressam interesse no lado animal da equação, a maior parte dos que gostam de corridas não estão interessados nos animais, mas sim nas apostas; a audiência das corridas de cavalos tem decrescido dramaticamente à medida que opções de apostas fora dos jóquei clubes tem surgido.

Cavalo-Greyhound

Ao mesmo tempo que os melhores cães e cavalos são mantidos em boas condições, para a maioria dos animais, esse não é o caso. Mesmo que os padrões mínimos de cuidado tenham que ser cumpridos, outros fatores são introduzidos para atingir a melhor performance (ou em certos casos para trapacear uma corrida assegurando que um  determinado animal perca):  drogas, estímulos elétricos, chicotadas, etc.

Várias dessas práticas são ilegais (inclusive o sangramento de cães),  mas há relatos freqüentes de várias técnicas ilegais que estão sendo  usadas. A lógica sugere que onde o volume de dinheiro sendo transferido é tão grande quanto o das corridas, há grande propensão de que alguém tente favorecer o seu próprio lado. 
Para os cavalos, especialmente, a própria pista oferece perigos; quedas e fraturas são comuns em ambas as corridas de obstáculos e de velocidade. Normalmente, os cavalos enfraquecidos ou contundidos são dopados para que continuem a correr, com o risco de contusões ainda mais sérias. 
E para finalizar, se o animal não for um sucesso, ou não tiver o desempenho esperado, ele é descartado. Cavalos podem ter sorte de ir para um lugar onde eles sejam bem tratados e respeitados, mas uma opção bem comum é a de transformá-los em produtos (sabão,  ração, etc. ...).
  
Recentemente, uma nova prática fraudulenta tem sido denunciada:  os donos dos cavalos de corrida às vezes assassinam seus cavalos que não atingem seu "potencial", ou que já passaram da sua "época boa",  e então registram a perda para receberem o dinheiro do seguro. 
Os cavalos de corrida são propensos a uma doença chamada "hemorragia  pulmonar induzida por exercício" (EIPH em inglês). Ela é caracterizada pela presença de sangue nos pulmões e na traquéia do cavalo após intenso exercício. Um estudo na Austrália descobriu que 42% dos 1.180  cavalos examinados estavam sofrendo do EIPH. 

Uma grande porcentagem dos cavalos de corrida sofrem de deficiência de locomoção. As fraturas no joelho são comuns, assim como ligamentos  torcidos, juntas tortas e ulceras na canela.  As corridas de obstáculos são projetadas para fazer os cavalos caírem,  o que às vezes resulta na morte do cavalo, seja por um pescoço quebrado ou por alguma contusão "incurável", e nesse caso, o cavalo  é sacrificado por um veterinário.  
David Cowles-Hamar - The Manual of Animal Rights /Manual dos Direitos dos Animais

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A Psicologia Pré-Natal e Sua Importância para a Saúde Emocional


Psicologia Pré-Natal é o estudo do comportamento e do desenvolvimento, tanto evolutivo como psico-afetivo-emocional do indivíduo, no período anterior ao seu nascimento.

Os estudiosos desse saber creem que as experiências pré e perinatais (do nascimento) exercem uma profunda influência na saúde e no comportamento humano. Acreditam que a vida é um contínuo que se inicia antes da concepção e que, neste período de formação, a mãe e a criança estão intimamente interligadas. Uma experiência pré e perinatal de amor e aceitação propicia vínculo e sensibilidade com relação aos outros. O vínculo traz conseqüências para o resto da vida, influindo nos relacionamentos do indivíduo e na dinâmica da sociedade.

Thomas Verny, em seu livro ‘A Vida Secreta da Criança Antes de Nascer’, afirma, dentre outras coisas, que o bom relacionamento do feto com sua mãe constitui uma espécie de seguro de saúde mental.

Na prática psicoterápica é comum vermos casos de pessoas com uma acentuada insegurança emocional, ou com uma incapacidade de decidir por si mesmas, ou com uma auto-estima baixa e insatisfação pela vida. Muitas vezes, essas desordens psicológicas podem ter origem antes da vida adulta, da adolescência ou da infância. O ser humano começa a ser modelado, recebendo influências já na sua vida intra-uterina. Estas influências são carregadas ao longo de sua vida, quer elas sejam positivas ou negativas. A rejeição materna pode ser a causa dessas e outras desordens emocionais e, também, de transtornos orgânicos, no caso de recém-nascidos.

A Psicologia Pré-Natal, estudada hoje em dia em muitos países como Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Áustria, Suécia, Austrália, Nova Zelândia e Brasil, é uma disciplina nova, surgida na década de 1970, que reúne profissionais de diversas áreas, a saber, psicólogos, psiquiatras, obstetras, ginecologistas, pediatras, endocrinologistas, psicanalistas, geneticistas, embriologistas, parteiras, enfermeiras e outras profissões ligadas à Saúde e às Ciências Sociais.

Devido às janelas de observação de que se dispõe agora, que são as novas tecnologias, não se pode mais pensar que a placenta possa proteger a criança pré-natal das coisas ruins que acontecem no corpo da mãe, ou que o corpo da mãe possa proteger a criança das coisas ruins que acontecem no mundo. A mãe e o bebê encaram juntos os perigos do ar, da água e da terra, comprometidos por resíduos tóxicos da química e física modernas.

Por outro lado, as pesquisas vêm revelando as reais capacidades da criança em gestação: seu desenvolvimento sensorial precoce, sua rara sensibilidade e capacidade de resposta e sua capacidade de aprender do que está acontecendo no mundo de sua mãe e de seu pai. O ambiente pré-natal, então, pode ser uma bênção ou uma infelicidade, dependendo dos pais.

O feto é um ser com capacidade de perceber e distinguir sons, luz, paladar, a voz da mãe e do pai e de registrar sensações. Ele é influenciado pela química das emoções da mãe, que são transmitidas a ele via placenta. À medida que se desenvolve e sente a si mesmo como um ser individual, a criança em gestação é mais e mais modelada pelo conteúdo puramente emocional das mensagens maternas. Nesse processo de desenvolvimento, ela vai formando a sua personalidade.

Também o nascimento pode ser um momento de alegria e formação de vínculo com a mãe, ou pode ser um evento traumático para a criança, dependo da maneira como é praticado. As práticas frias e agressivas de obstetras, pediatras e neonatologistas, que não levam em consideração a sensibilidade física e emocional do indivíduo ao nascer, deixam marcas no corpo e na alma do indivíduo por anos a fio. Apesar do trabalho consistente de profissionais e teóricos como Otto Rank, Arthur Janov, Stanislav Grof, Leboyer, Elizabeth Nobel, David Chamberlain, entre outros, ainda persiste a idéia entre alguns profissionais de que não pode haver trauma real no nascimento, em função da imaturidade do cérebro do neonato. Esta crença tem sido obstáculo para o progresso da compreensão dos bebês e da importância do trauma precoce.

Os profissionais e pesquisadores que trabalham na área de Medicina e Psicologia Pré e Perinatal já adquiriram a convicção de que qualquer violência sofrida pelo bebê no ventre ou nos instantes do parto é uma forma profunda de condicionamento, a qual age como base para outros relacionamentos. Este condicionamento pode afetar a saúde física e mental da pessoa.

A fase pré-natal e perinatal do indivíduo revela-se uma oportunidade única para a prevenção de problemas emocionais e físicos.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

O primeiro conceito de mito em Psicologia nasceu com Freud.

O primeiro conceito de mito em Psicologia nasceu com Freud. 
Os mitos seriam, segundo ele, uma expressão simbólica dos sentimentos e atitudes inconscientes de um povo, de forma perfeitamente análoga ao que são os sonhos na vida do indivíduo. Não foi por outra razão que o próprio Freud recorreu ao mito grego para dar nome ao complexo de Édipo: para ele, o mito do rei que mata o pai e casa com a própria mãe simboliza e manifesta a atração de caráter sexual que o filho, na primeira infância, sente pela mãe e o desejo de suplantar o pai.