Aposto que você já viveu, ou conhece alguém que já passou por alguma dessas situações...
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Vai pra casa do c...
sábado, 24 de maio de 2014
Para matar um grande amor...
Jamil Snege
Muito se louvou a arte do encontro, mas poucos louvaram a arte do adeus. No entanto, não há gesto tão profundamente humano quanto uma despedida. É aquele momento em que renunciamos não apenas à pessoa amada, mas a nós mesmos, ao mundo, ao universo inteiro. O amor relativiza; a renúncia absolutiza. E não há sentimento mais absoluto do que a solidão em que somos lançados após o derradeiro abraço, o último e desesperado entrelaçar de mãos.
Arrisco mesmo a dizer: só os amores verdadeiros se acabam. Os que sobrevivem, incrustados no hábito de se amar, podem durar uma vida inteira e podem até ser chamados de amor, mas nunca foram ou serão um amor verdadeiro. Falta-lhes exatamente o dom da finitude, abrupta e intempestiva. Qualidade só encontrável nos amores que infundem medo e temor de destruição.
Não se vive o amor, sofre-se o amor. Sofre-se a ansiedade de não poder retê-lo, porque nossas cordas afetivas são muito frágeis para mantê-lo retido e domesticado como um animal de estimação. Ele é xucro e bravio e nos despedaça a cada embate, e por fim se extingue e nos extingue com ele. Aponta numa única direção: o rompimento. Pois só conseguiremos suportá-lo se ocultarmos de nossos sentidos o objeto dessa desvairada paixão.
Mas não se pense que esse é um gesto de covardia. O grande amor exige isso. O rompimento é sua parte complementar. Uma maneira astuciosa de suspender a tragédia, ditada pelo instinto de sobrevivência de cada um dos amantes. Morrer um pouco para se continuar vivendo. E poder usufruir daquele momento mágico, embebido de ternura, em que a voz falseia, as mãos se abandonam e cada qual vê o outro se afastar como se através de uma cortina líquida ou de um vitral embaçado.
Há todo um imaginário sobre os adeuses e as separações, construído pela literatura e pelo cinema. O cenário pode ser uma estação de trem, um aeroporto ( remember Casablanca), um entroncamento rodoviário. Pode ser uma praça ou uma praia deserta. Falésias ou ruínas de uma cidade perdida. Pode estar garoando ou nevando, mas vento é imprescindível. As nuvens devem revolutear no horizonte, como a sugerir a volubilidade do destino. Os cabelos da amada, longos e escuros, fustigam de leve seus lábios entreabertos. Há sutis crispações, um discreto arfar de seios. E os olhos, ah!, os olhos... A visão é o último e o mais frágil dos sentidos que ainda nos une ao que acabamos de perder.
Uma grande dor, uma solidão cósmica, um imenso sentimento de desterro. Que se curam algum tempo depois com um amor vulgar, desses feitos para durar uma vida inteira...
quarta-feira, 21 de maio de 2014
HC: o maior banco de cérebros do mundo
HC: o maior banco de cérebros do mundo
Graças às amostras é que os pesquisadores conseguiram, por exemplo, identificar o acidente vascular cerebral (AVC), ou derrame, como principal causa de demência na cidade, quando antes se imaginava ser o mal de Alzheimer. A partir disso, foi possível desenvolver políticas públicas de prevenção contra os quadros associados à doença, como diabete e hipertensão (leia mais ao lado).
Pesquisadores internacionais também consultam o acervo da universidade, que funciona discretamente na Avenida Doutor Enéas de Carvalho Aguiar, no bairro Cerqueira César, região central. Ele é mantido no prédio do Serviço de Verificação de Óbitos da Capital (SVOC), órgão vinculado à USP.
O acervo, que guarda órgãos de pessoas com 50 anos ou mais, sadias e doentes, também ajuda os pesquisadores a compreenderem o processo de envelhecimento. "Só recebemos órgãos do Serviço de Verificação. Todos os casos são de causas naturais, quando o indivíduo morreu por causa de alguma doença", explicao professor do Departamento de Patologia da FMUSP e diretor do SVOC, Carlos Augusto Pasqualucci.
Os órgãos armazenados não são apenas os de pessoas que tiveram doenças neurodegenerativas diagnosticadas, explica a professora do Departamento de Enfermagem Médico Cirúrgica daFMUSP, Renata Ferretti. E isso é o que diferencia o Banco de Encéfalos Humanos, do Grupo de Estudos em Envelhecimento Cerebral da Faculdade de Medicina da USP (BEHGEEC), de outros acervo no mundo. "Bancos estrangeiros têm poucos "casos controles" (indivíduos normais). Aqui temos 60% da a mostra saudável e 40% de encéfalos com alguma doença neurológica", afirma.
Pesquisadores do BEHGEEC, Pasqualucci e Renata explicam que os cérebros são doados pelos familiares. "No exterior há programas de doação. A pessoa e a família doam o órgão em vida e ele é retirado quando o indivíduo morre. Aqui, como nem todos são atendidos pelos serviços de saúde, a doação só ocorre após a morte."
O trabalho do banco já despertou o interesse de vários centros de pesquisa. "Há parcerias dentro da USP e com outras instituições nacionais e internacionais", afirma Pasqualucci. Cientistas alemães, norte-americanos e portugueses costumam colaborar com pesquisas desenvolvidas no BEHGEEC - mantido pela USP e por agências fomentadoras de pesquisas científicas, como Fapesp, CAPES, CNPq e a americana Alzheimer"s Association.
Fundação
O banco da FMUSP não é o único no País. As universidades federais de São Paulo e Pernambuco também mantêm acervos - mas são amostrais e não contam com atualização constante como o BEHGEEC. "Trabalhar com o Serviço de Verificação nos ajuda. Realizamos cerca de 13 mil autópsias por ano", conta Pasqualucci.
Em funcionamento há oito anos, o acervo começou a ser coletado para teses acadêmicas. "Não tínhamos a intenção de montar o banco, mas precisávamos de uma metodologia que atendesse à necessidade de pesquisa", conta Renata, que desenvolveu o acervo em parceria com a patologista Lea Grinberg, coordenadora do Projeto de Envelhecimento Cerebral da USP.
Família determina a doação
Doações mantêm o acervo de cérebros. Dos cerca de 400 cadáveres com 50 anos ou mais que dão entrada anualmente no Serviço de Verificação de Óbitos da Capital (SVOC), apenas 1% não tem o encéfalo doado ao banco da FMUSP. "Nosso índice de recusa é muito baixo, mas existe", garante a professora Renata Ferretti.
É ela quem coordena a equipe que "convence" a família do paciente a doar o órgão. "Abordamos a família e explicamos todo o procedimento, assim como os estudos que serão realizados caso a família autorize a doação", diz. Após a liberação familiar, uma ficha clínica do indivíduo é preenchida e análises anatomopatológicas são realizadas. "Fazemos análise do perímetro, peso, volume e cálculo da densidade do encéfalo, entre outros exames", lista Renata.
A identidade e as informações do doador e parentes são preservadas. Apesar de o País considerar idoso apenas pessoas com 60 anos ou mais, o Banco de Encéfalos Humanos do Grupo de Estudos em Envelhecimento Cerebral da USP também coleta órgãos pré-senis. "Coletamos a partir dos 50 anos. É uma faixa de segurança, porque existe uma enorme dificuldade para se definir um marcador biológicoparaoinício do envelhecimento", afirma Renata.
Para armazenar o cérebro, os pesquisadores realizam um processo conhecido como fixação. "Precisamos interromper o processo de putrefação. É possível fazer isso quimicamente, com o uso do formol, e pela temperatura (-80° C)", esclarece o professor Carlos Augusto Pasqualucci. Os órgãos ficam aproximadamente 21 dias embebidos na substância química até poderem passar pela fixação.
Os próximos passos, segundo os pesquisadores, são: preparo de lâminas para análises microscópicas, coleta de material e congelamento. "Metade do encéfalo é congelada e a outra metade é utilizada para análises diversas (divididas em lâminas e pequenos pedaços)", detalha Renata.
Todo o acervo e informações coletadas ficam disponíveis - desde que exista a autorização dos familiares do doador - para pesquisas acadêmicas da FMUSP.
segunda-feira, 28 de abril de 2014
Como o cérebro guarda lembranças
Seu cerébro: Eis o que você é
por Lúcia Helena de Oliveira, de San Diego
Suas recordações de 1995 e seus planos para 1996, seus pensamentos mais lógicos e seus sonhos mais absurdos, seu talento para certas coisas e sua total inabilidade para outras, suas paixões, até seu jeito de falar e caminhar, tudo é pura química. São apenas substâncias diferentes que saltam de uma célula cerebral para outra, provocando correntes de eletricidade. Agora os cientistas começam a entender como essas mensageiras nervosas moldam a personalidade.
A divisão do trabalho na nossa cabeça
Graças a técnicas recentes como a ressonância magnética, que permite ver quais áreas do sistema nervoso estão ativadas quando se realiza determinada tarefa, é possível traçar um mapa mais preciso das funções de cada parte do cérebro
Dois motivos para ficar com raiva
Por trás de qualquer ato de violência existe a deficiência de uma molécula chamada serotonina. Veja quais podem ser as causas
Emoções criadas em laboratório
Surge uma nova geração de remédios para os distúrbios mentais. São moléculas que intereferem nas substâncias ligadas aos sentimentos
Sinais do mundo em que vivemos
Onde estamos? O que fazemos? É o tálamo, uma estrutura no meio do cérebro, que nos fornece essas respostas a cada instante, sem parar, criando a sensação conhecida por consciência
Células vão ficando boas de papo
A gente também ouve com os olhos, segundo os pesquisadores que investigam como o sistema nervoso desenvolve a linguagem
Como a gente fala e os pássaros cantam
Estudos indicam que a fala humana e o canto dos pássaros se desenvolvem de um jeito parecido.
O retrato nítido da esquizofrenia
Só a partir de 1993 é que os cientistas começaram a ver o sistema nervoso em plena ação. Agora surgem imagens impressionantes, como a das alucinações
O que esperar para o ano 2 000
Até o final da década, os pesquisadores prometem muitas novidades no tratamento de doenças
O controle de todo o corpo
Direta ou indiretamente, o cérebro comanda o funcionamento de todos os órgãos do corpo, por meio de hormônios ou de sinais nervosos. Se não faz isso direito, surgem doenças
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quarta-feira, 23 de abril de 2014
socialização: reforço e modelagem
Diferença Entre a Psicologia Comportamental e a Análise do Comportamento
“‘Psicologia Comportamental’ é uma denominação excessivamente genérica. De uma maneira imprópria, esta denominação pode englobar visões de mundo, pressupostos e conjuntos tecnológicos muito diferentes, muitas vezes incompatíveis entre si, tais como, por exemplo, o behaviorismo primitivo tal como formulado por Watson em 1913 e conhecido como Behaviorismo S-R, o behaviorismo mentalista de Hull e o behaviorismo mediacional de Tolman, a análise do comportamento de inspiração skinneriana, o neobehaviorismo metodológico que encontra sua expressão mais madura nos cognitivismos contemporâneos, o conjunto eclético e empirista das chamadas ‘comportamentais-cognitivas’ e ainda outras práticas que eventualmente usam o adjetivo ‘comportamental’ para qualificar, muitas vezes inapropriadamente, o seu substantivo. Assim, embora de uso comum por profissionais estranhos à área, a denominação ‘psicologia comportamental’ simplesmente não faz sentido e não se pode saber o que se deve entender por ela”.
“Uma diferença entre cognitivistas e behavioristas parece estar no nível de rigor científico que permeia os conceitos teóricos de ambos os enfoques. Para os behavioristas radicais, aceitar o uso da palavra ‘cognição’ seria aderir a uma postura dualista, o que constituiria um sério problema metodológico. Deste modo, a referência às reações cognitivas como ‘comportamentos encobertos’ foi uma estratégia brilhante que estendeu o modelo operante à compreensão de fenômenos mais complexos. Cognitivistas-comportamentais também consideram as cognições como um sistema de respostas, mas não de uma forma tão compromissada com contingências e com termos precisamente impostos. Embora preocupados com validade empírica e expressão de conceitos operacionais, eles não são tão rigorosos do ponto de vista científico. [...] Outra diferença encontrada entre cognitivistas e behavioristas está na ênfase dada às contingências ambientais e às cognições. Enquanto o primeiro grupo busca encontrar crenças subjacentes para entender de que maneira as reações cognitivas influenciadas pelas afetivas/fisiológicas e comportamentais, o segundo processo procura saber que tipos de contingências levariam um comportamento a ocorrer e a influenciar outro comportamento. Deste modo behavioristas radicais enfatizam a determinação ambiental na compreensão dos comportamentos (abertos e encobertos) do indivíduo, enquanto cognitivo-comportamentais priorizam os processos cognitivos, considerando que o homem reage a um ambiente percebido e não a um ambiente real”.
“O seu braço teórico, filosófico, histórico, seria chamado de Behaviorismo Radical. O braço empírico seria classificado como Análise Experimental do Comportamento. O braço ligado à criação e administração de recursos de intervenção social seria chamado de Análise Aplicada do Comportamento”. (TOURINHO, 1999 apud CARVALHO NETO, 2002)
“Da Modificação do Comportamento, da Intervenção Clínica Analítico-comportamental, da Tecnologia do Ensino, da Análise Comportamental das Organizações (Organizational Behavior Management ou Performance Appraisal), da Medicina do Comportamento e da Análise Funcional da Enfermidade (contextos médico-hospitalares) além de aplicações particularizadas, tais como em problemas sociais (Behavior Analysis for Social Action), autismo, engenharia de segurança, marketing, etc.”
“É somente através do conhecimento da matriz conceitual como um todo, na plena articulação dos seus componentes, que se pode apreciar criticamente a ciência do comportamento [Análise do Comportamento] e talvez por isso, e por ser um campo lingüístico muito recente (tem menos de 50 anos), é uma proposição ainda virtualmente desconhecida, mesmo no meio profissional da psicologia e áreas afins. O pouco que habitualmente se conhece – e se critica - restringe-se o mais das vezes a um entendimento fragmentário do primitivo Behaviorismo S-R (estímulo-resposta), já há muitas décadas de interesse somente histórico para o analista do comportamento.”
Comportamento verbal e os principais operantes
SD(OE)-> R(falante)-> C(especifica)/(ouvinte)
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SD(ñ verbal)->
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R(verbal)(falante)->
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C( reforço generalizado)
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Além deste conceito há também o tato autodescritivo, comportamento verbal emitido por um individuo controlado por outro comportamento emitido pelo mesmo.
SD(verbal)(falante)->
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R(verbal)(ouvinte)->
|
C(não especifica)
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SD(verbal)(falante)->
|
R(verbal)(ouvinte->
|
C( não especifica)
|
Adquirindo um repertorio intraverbal fica mais fácil adquirir outros comportamentos verbais e não-verbais. Quando um individuo adquire um repertorio intraverbal, aumenta a força de suas respostas verbais, pois estas ficam sob controle de uma diversidade de estímulos verbais que são produzidos pela comunidade.